Páginas

Mostrando postagens com marcador refletir. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador refletir. Mostrar todas as postagens

Lição de vida!




Eu tenho passado pouco por aqui. Quer dizer, não passei em nada nesses últimos tempos. A minha vida estava bem agitada, estava em reta final da faculdade (agora, estou formada!) e trabalhando muito. Mas não adianta fugir, eu posso até me afastar momentaneamente, mas o meu coração sempre corre para a escrita. Eu sinto a necessidade de transformar em textos os meus sentimentos. Pode parecer loucura, mas me faz tão bem. É como se eu fosse eternizar alguns momentos.

Hoje, quero compartilhar com vocês um momento que presenciei ainda agora na rua e que acho que vale a lição.

Acho que todos nós já encontramos pessoas que só reclamam da vida, do trabalho, do emprego. Reclamam tanto que chegam a ser chatas! Eu mesmo já reclamei que não tinha tempo para isso ou para aquilo ou que queria estar viajando ou fazendo algo diferente. Mas a cena que presenciei hoje me deu uma grande lição.

Eu estava na fila do MC Donald's para comprar um lanche para mim e eu percebi uma atendente toda sorridente, tratando bem aos clientes, transmitindo uma energia pra lá de positiva. Uma senhora que estava na minha frente disse para a atendente: "Parabéns, menina, pela sua positividade. Estar tão feliz assim, trabalhando no local em que você trabalha... Não sei como consegue...' Na mesma hora a atendente respondeu: "Minha Senhora, eu cresci não sabendo o que eu iria comer no dia seguinte. Tinha dias que eu nem comia. Como esse emprego, eu posso me alimentar e alimentar a minha família. Não tenho motivos para reclamar e nem ficar triste. Esse emprego salvou a minha vida.".

E foi nesse momento que me perguntei quantas vezes eu já reclamei sem ao menos poder reclamar. Não importa se a gente não tem tempo ou se está chovendo quando queríamos que estivesse sol. Qual é realmente o seu motivo para ficar de mal humor ou irritado? Qual o nosso motivo para ficarmos tristes? Chateações existem para qualquer um de nós, mas não podemos transformá-las em maiores do que elas realmente são. Que tal começarmos o exercícios de reclamarmos menos e agradecermos mais? 

Você já agradeceu hoje?

Uma caixinha de preciosidades


Eu queria, de verdade, colocar em uma caixinha alguns momentos e algumas pessoas. Guardá-las bem perto do meu coração. É tão ruim perdermos quem amamos. É revoltante. Não podemos fazer nada. A vida tem dessas coisas, a gente nasce e aos longos dos anos vamos perdendo as nossas principais referências. Com o tempo, não sentimos mais o cheirinho de café e bolo de chocolate das nossas avós, não escutamos mais os conselhos dos nossos avôs, perdemos um pouco da alegria de alguns tios e tias, ou seja, perdemos aquele abrigo que tínhamos quando éramos crianças. Perdemos um pouco a referência dos dias de natais, festas de aniversários. 

Era tudo tão mais legal quando éramos crianças. De repente, a vida vai se tornando mais séria e ao mesmo tempo mais insegura. Vamos descobrindo as partes obscuras do mundo, das pessoas. Percebemos que os nossos pais não são os heróis que sempre acreditamos que eram. Não que sejam os vilões da história, longe disso, mas são de carne e osso. Podem quebrar, podem errar. Continuamos precisando do colo deles, mas a cada dia que passa, vamos menos para ele. Começamos a construir as nossas histórias, os nossos caminhos e nada disso é fácil. Há alguns anos a nossa principal decisão era qual brinquedo levar para o colégio, hoje decidimos por caminhos que acarretarão consequências muito maiores do que não termos escolhido um brinquedo tão legal. 

É bom crescer. É bom amadurecer. É bom caminharmos com as nossas próprias pernas. Mas é triste que para isso tenhamos que abdicar de pedaços da gente. Nada é como antes. Nada nunca será como antes. Perdemos um pouco de nós mesmos ao longo dos dias, dos anos, mesmo que encontremos outros pedaços que ainda não estavam preenchidos. E vamos vivendo assim, perdendo e ganhando, reconstruindo vazios e tampando outros. Todos nós somos grandes estações principais com embarques e desembarques, sofrimentos e sorrisos, vivendo de saudades e a esperança de um dia encaixarmos cada quebra-cabeça nosso que se perdeu durante a trajetória do viver.  

Christina Corrêa da Fonseca.